Manifesto do colectivo « O dia sem imigrantes »



TORNEMOS O 1 DE MARÇO UM DIA HISTÓRICO

 

Nós, homens e mulheres de todas as crenças, de todas as tendências políticas e todas as cores de pele, imigrantes e  descendentes de imigrantes,  cidadãos conscientes  do contributo essencial da imigração para o nosso país, estamos fartos das declarações  indignas ditas por alguns políticos que procuram estigmatizar e criminalizar os imigrantes e seus descendentes.

Relembramos que um imigrante é aquele que é percebido como tal pelos outros, mesmo para além das suas origens. Queremos recuperar e reabilitar esse termo  que se tornou pejorativo por causa da instrumentalização política.

Rejeitamos os estereótipos  que ameaçam a nossa coesão social. Nós não queremos que os benefícios passados, presentes e futuros  dos imigrantes que sempre construiram a França sejam assim negados e apagados.  E também entedemos  que é do nosso dever de realçá-los.

Imigrantes e descendentes de imigrantes manifestaram  numerosas vezes par defender os seus direitos. E, em contrapartida, receberam apenas desprezo! Hoje em dia, é óbvio para todos que « o consumo é o motor do crescimento »,  queremos agir nesse pilar da sociedade  para expressar a nossa indignação.

No dia 1 de Março de 2005 entrou em vigor o « código de entrada e de estadia dos estrangeiros e do direito de asilo » (CESEDA), mais conhecido como o Código dos estrangeiros. Esta lei simboliza uma visão utilitária da imigração, em outras palavras, uma imigração escolhida na base de critérios económicos. Nós, não poderíamos encontrar melhor dia para chamar  à «  um dia sem imigrantes ». Nós, imigrantes, descendentes de imigrantes, cidadãos conscientes do contributo da imigração para o nosso país, somos todos consumidores e participamos diariamente ao crescimento do nosso país.

A nossa acção cidadã tem por objectivo  de realçar  o contributo de cada um de  nós à prosperidade geral. Cada um de nós tem o poder de  agir sobre nosso futuro, por conseguinte, agimos !

 

NO DIA 1 DE MARÇO : VAMOS AGIR, DEIXANDO DE CONSUMIR  E/ OU DE TRABALHAR.


Durant 24 heures, participons à la non-activité économique dans les entreprises, dans les associations, dans la fonction publique, dans les écoles et les lycées, dans les universités, dans les hôpitaux, dans les associations, dans les commerces, dans l’industrie, dans le bâtiment, dans l’agriculture, dans les services, dans les médias, dans la politique…

PELA PRIMEIRA VEZ EM FRANÇA, DECIDIMOS DE NÃO PARTICIPAR A VIDA DA CIDADE. POR ESSA AUSENCIA, QUEREMOS MARCAR A NECESSIDADE DA NOSSA PRESENÇA.

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 Bruno Bessadi pour "La journée sans immigrés : 24h sans nous"